Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/09/2021

Na série Sex Education é retratada a vida de Otis, adolescente que vive em um mundo paralelo e permeado pelo vícios em tecnologias. Ao longo da trama, a narrativa revela a dificuldade em que Otis tem de se inserir no meio social, refletindo-o diretamente no seu desempenho escolar. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na serie pode ser relacionada àquela do século XXI, visto que com a era tecnológica atual, é comum o uso excessivo de aparelhos que prejudicam nas diferentes áreas da vida.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), em 2020, no Brasil, cerca de 80% da população tem acesso a aparelhos tecnológicos e de informação como celular, televisão e internet. Nesse sentido, desse percentual, boa parte dos usuários o utiliza de forma desregrada e desordenada, sendo caracterizado como vícios e que comumente tem prejudicado outras áreas da vida do ser humano. Sendo assim, é comum aos indivíduos “viciados”, assim como Otis, o desencadeamento de quadros como fobia social, timidez e ansiedade, devido ao pouco contato interpessoal.

Em segundo lugar, também é retratado na série a falta de interesse com que Otis tem com as atividades físicas, as brincadeiras sem o uso de tecnologias e aos passeios alternativos. Neste viés, com o excessivo uso dos meios tecnológicos, tem-se a propensão de estresses diários, normalmente referentes a jogos, problemas de má postura e até mesmo a quadros de depressão severa. Dessa forma, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, tal situação figura-se como uma violação ao contrato social, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos disfrutem de direitos indispensáveis, como é o caso do uso regular das tecnologias.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de campanhas e palestras desde os primeiros anos escolares, o incentivo a atividades de extraclasse como as esportivas e culturais. Dessa maneira, com a prática de dança, pinturas, teatros, futebol e jogos de mesa, fará com que o individuo tenha contato na maior parte do seu tempo com atividades sem o uso da internet e afins, e consequentemente se distancie de vícios relacionados.