Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 08/09/2021
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a partir do século XX, aumentou-se o consumo e a produção de novas tecnologias. Esse fato histórico, apesar de ter revolucionado as relações e interações sociais, culminou à dependência das pessoas aos meios digitais, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a inexistência da comunicação familiar e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, é indubitável que a falta de diálogo familiar está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Habermas, " O agir comunicativo fundamenta-se na força sem violência do discurso argumentativo". Esse pressuposto permite afirmar que, se os familiares não utilizarem a base argumentativa para ensinar sobre os perigos do uso indiscriminado de smartphones, computadores e vídeo games, os indivíduos irão enfrentar inúmeros problemas decorrentes desse vício, como a ansiedade, depressão e déficit de atenção. À vista disso, é interessante ressaltar que, muitas vezes, a família não está preparada para instruir sobre os riscos da dependência das máquinas e, assim, a comunicação é dificultada. Dessa maneira, as pessoas têm suas vidas e suas relacões sociais prejudicadas pela nomofobia.
Outrossim, conforme Sócrates, " Os erros são consequência da ignorância humana", logo, o desconhecimento em relação às consequências do vício tecnológico contribui, diretamente, na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe incentivo governamental suficiente para abordar o tema dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de pessoas alienadas aos meios digitais. Por consequência, elas não observam e compreendem os perigos do uso intensivo da internet como um problema. Então, o empencilho não é resolvido e persiste na sociedade afetando a integridade dos cidadãos.
Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar os indivíduos dessa questão. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência os riscos do vício digital, de modo que o primeiro passo seja colocar o problema nos livros didáticos, para o assunto ser devidamente estudado e, assim, aumentar a criticidade das pessoas em relação ao tema. Dessa maneira, tem-se um ambiente em que a tecnologia não impacta a vida dos cidadão de forma negativa.