Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/09/2021
Já dizia, o grande cientista, Albert Einstein, “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”. Ou seja, a vontade das pessoas deve superar o vício da tecnologia, já que, caso contrário, o mundo será dependente das máquinas. Hodiernamente, o uso excessivo dos aparelhos vem se tornando algo comum na sociedade em um todo, o que dificulta a melhora dessa dependência. Nesse contexto, destaca-se a ansiedade e a sujeição do uso de aparelhos como fatores que agravam esse vício.
Primeiramente, deve-se lembrar que a ansiedade é algo muito comum entre os jovens, porém adultos também podem possui-la. Atualmente, com a pandemia que angústia toda a população do mundo, o povo aumentou o uso da internet. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil, das 870 pessoas entre 18 e 70 anos, 51,2% dos entrevistados teve alguma alteração emocional, por conta da necessidade do uso de plataformas digitais. E essa necessidade pode se tornar em algo mais grave, como a ansiedade. Em vista de que, a pessoa não consegue ficar sem olhar as notificações ou checar as redes sociais, antes mesmo de dormir, comer, ou de fazer qualquer coisa.
Na sequência, pode-se expor que, de uns anos para cá, a sociedade vem se tornando cada vez mais dependente das tecnologias modernas. Essa dependência é tamanha que muitas das obrigações reservadas para certo momento, são deixadas de lado. Assim, como disse, o escritor, Mark Kennedy, “todas as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem — o avião, o automóvel, o computador — dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam bastante sobre sua preguiça”. A vontade de fazer algo novo, diferente, é substituída por essa sujeição aos aparelhos tecnológicos. Conforme o que Ainstein afirmou, ele ainda diz que “se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.” Ou seja, os celulares, as redes sociais, os jogos, se tornaram mais importantes que nossas vidas, e isso pode ser observado no dia a dia de todos.
Portanto, é plausível reconhecer que a necessidade de mudanças é indispensável para a evolução da sociedade. Por meio do ensino, os governantes do mundo todo, especificamente, na área da educação, poderiam lançar um projeto, para diminuir o vício das crianças e adolescentes, a fim de incentivar a interação com o mundo real. Como consequência, o uso dos aparelhos diminuiria tanto nessa facha etária, quanto em um futuro não muito distante, já que esses indivíduos ainda vão se tornar adultos um dia. Já que, como diz o historiador, Arthur Schlesinger, “ciência e tecnologia revolucionam nossas vidas, mas a memória, a tradição e o mito moldam nossas respostas”.