Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/09/2021
Segundo pesquisas da agência We Are Social, no relatório “2018 Global Digital”, a média de tempo que os usuários passam online está entre 9 horas e 14 minutos, sendo que, destes, 3 horas e 39 minutos são gastos nas redes sociais. No entanto, percebe-se que o vício nas tecnologias cresce em escala exponencial e é um problema que tem afetado negativamente a vida das pessoas. Sob esse viés, além de deixarem a vida real de lado, vivendo em função dos aparelhos, essa dependência acarreta problemas psicológicos e físicos profundos.
Primeiramente, é válido ressaltar que as redes sociais tem ocupado a maior parte do tempo livre da maioria das pessoas. Nesse sentido, muitos pais deixam de lado os momentos com os filhos e muitos filhos preferem se isolar com seus telefones a interagir com a família e com os amigos, o que gera danos significativos nas relações. Sob essa perspectiva, uma pesquisa realizada com crianças pela Highlights, mostrou que 62% das crianças reclamam que os pais estão distraídos demais para ouvi-los. Em 28% dos casos, estavam tão entretidos com seus dispositivos que mal prestavam atenção aos filhos. Os aparelhos foram a causa do distanciamento familiar em 51% dos casos.
Na sequência, ficam evidentes os danos psicológicos e físicos que esse vício tem provocado na saúde das pessoas. Assim como: diminuição do horário de sono, falta de concentração nos estudos, perda de compromissos importantes, problemas de visão e dores no pescoço, aumento da ansiedade e irritabilidade, perda das relações sociais, depressão, entre diversos outros.
Por fim, fica claro o efeito negativo que a dependência tecnológica causa na saúde e na vida das pessoas e a necessidade de mudança desse hábito tão praticado. Todavia, cabe as escolas conscientizarem as famílias e os alunos sobre os malefícios desse uso exagerado, por meio de campanhas e palestras, a fim de que esse problema sério seja amenizado e não traga piores consequências futuras.