Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 24/09/2021

O advento da tecnologia proporcionou ao ser humano diversas facilidades. Diversa atividades, que eram efetuadas apenas pessoalmente, podem ser concluidas com apenas um clique. Contudo, apesar de proporcionar grande agilidade em nossos problemas cotidianos, é intrínseca a dependência que temos das máquinas em nossa sociedade, visto que a todo momento, tem-se em mãos ao menos um aparelho tecnológico. Nesse sentido, é imperioso analisar os motivos que tornam essa problemática uma realidade.

Primeiramente, é importante pontuar que a necessidade de utilizar aparelhos tecnológicos para a realização das atividades de rotina potencializou problemas de saúde mental. Segundo a OMS, doenças como a depressão, a qual antes afetava uma pequena parcela da população brasileira, já atinge 6% dos habitantes do país. Além disso, é evidente que o isolamento social também foi um dos agentes potencializadores de doenças causadas pela dependência tecnológica.

Outrossim, fatores como a nomofobia exalta a situação que a sociedade atual se encontra, de total submissão às máquinas tecnológicas. De acordo com uma pesquisa da revista EXAME, cerca de 73% dos brasileiros que possuem smartphone não saem de casa sem ele, sendo considerado mais importante que documentos e dinheiro. Logo, como evidenciado acima, tal imbróglio deixou de ser um problema social e passou a ser uma doença.

Por fim, fica clara a imprescindibilidade das máquinas tecnológicas em nossas vidas, porém, deve-se utilizá-las de modo ajuizado. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, promova campanhas e palestras nas escolas e em locais públicos, afim de conscientizar a população sobre os diversos problemas do vício. E por fim, evitando gradativamente que as máquinas se tornem inimigos a saúde.