Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 11/10/2021
A Revolução Técnico-científico Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, contribuiu significativamente para o aumento e disseminação de novos aparelhos tecnológicos. Entretanto, esse avanço tecnológico não trouxe apenas consequências positivas, uma vez que o vício em tecnologia é algo notável na sociedade contemporânea. Nesse sentido, pode-se dizer que tal cenário é ocasionado não apenas pela falta de uma educação tecnológica, mas também pelo descaso da sociedade frente à problemática. Assim, é importante analisar a questão, com o objetivo de propor medidas que garantam resolução do impasse.
Em primeiro plano, é importante destacar que a ausência de orientação tecnológica acaba agravando o problema. Isso porque, de acordo com o filósofo prussiano Imanuel Kant, o ser humano é reflexo da educação que lhe é transferida. Contudo, na prática, os indivíduos não são orientados e, por conseguinte, acabam passando cada vez mais tempo conectados. Prova disso é uma pesquisa realizada pelo portal de notícias “Carta Capital”, a qual mostra que os brasileiros passam, em média, 5 horas por dia conectados à internet. Logo, tal cenário evidencia a importância de ter a educação como elemento sanador de tal vício.
Ademais, vale ressaltar, ainda, que a imparcialidade da sociedade diante do uso demasiado de tecnologia acarreta aumento da gravidade do problema. Isso pelo fato do corpo social, para a pensadora e socióloga Hannah Arendt, no conceito de Responsabilidade Coletiva, ser responsável pela remediação de determinadas mazelas sociais. No entanto, quando não acontece uma crítica entre os indivíduos sobre o uso exagerado de tecnologia, o hábito tende a ser socialmente banalizado, o que contribui para formação de uma comunidade refém dos novos avanços. Dessa forma, nota-se a importância do ser humano como promovedor da boa relação entre tecnologia e indivíduo.
Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas à sociedade brasileira, a fim de garantir a diminuição do vício em tecnologia. Para isso, o Ministério da Educação juntamente com a Sociedade Civil deve, por meio de palestras nas escolas, com especialistas em tecnologia, mostrar aos alunos formas práticas de se distanciar do vício, como fazer terapia, por exemplo, e entender quando o uso desses aparatos se torna prejudicial. Tal ação terá a finalidade não apenas de garantir que a educação seja transformadora nessa pauta, mas também assegurar a participação social na resolução desse problema. Feito isso, o vício em tecnologia será reduzido e o Brasil, finalmente, poderá usufruir das consequências positivas da Revolução Científica.