Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 10/10/2021
Na obra ficcional “Jogador número 1” o personagem principal, assim como todo o resto da humanidade, prefere o mundo virtual ao real. De maneira análoga, na sociedade conteporânea perdura o mesmo cenário de dependência tecológica. Assim, não só o descaso parental como também a ampliação da influência das redes sociais, são entraves para dissolução da problemática. Logo, urge o debate sobre a questão a fim de saná-la.
Diante desse cenário, pode-se afirmar que a ausência de controle parental sobre a geração Z contribui para o aumento do vício na internet. Isso ocorre porque os responsáveis se sentem confortáveis em deixar seus filhos mexendo no celular ou no computador durante muito tempo enquanto trabalham ou se divertem, já que eles se distraem e não causam problemas. Em decorrência disso, as crianças e adolescentes não socializam nem desenvolvem a criatividade, o que torna-as cada vez mais dependentes dos aparelhos eletrônicos. Esse panorama é confirmado quando, num restaurante, observa-se uma criança chorando e seus pais, ao invés de acalma-la, oferecem a ela o celular, para que fique quieta. Sendo assim, urge uma ação efetiva do Estado, a fim de informar as consequências que o uso excessivo de eletrônicos causam aos menores.
Além disso, é notório que cada vez mais as redes sociais se atualizam para cativar um público maior e chamar mais usuários, que a utilizam a todo momento a fim de acompanhar a vida de milhares de pessoas como contentamento diário. Esse fato ocorre uma vez que os aplicativos de mídias sociais se tornaram a renda de muitas pessoas, denominadas influencers, que apresentam sua rotina diária e sua vida pessoal, estando on-line a todo momento para entreter o público que a assiste. Por consequência, um grande número de usuários acompanham a vida de muitas pessoas diariamente, interagindo e compartilhando as ideias dessas pessoas, esquecendo de seus problemas pessoais e fugindo da realidade, aguçando o vício digital. Isso pode ser observado no filme “Modo avião” onde a personagem passa circunstância semelhante a não conseguir desapegar das redes na qual trabalha.
Portanto, a fim de reduzir a dependência tecnológica da população, principalmente das crianças e adolescentes dessa nova geração, devem ocorrer mudanças efetivas. Desse modo, o Estado deve promover a disseminação de informações sobre o uso excessivo de celular e como os pais podem monitorar seu uso, isso por meio de palestras em áreas públicas para que o uso excessivo de internet diminua. Ademais, as instituições escolares, responsáveis pela formação juvenil, devem orientar os jovens para que busquem outras alternativas de divertimento, que não o uso de redes, por meio de aulas especiais com profissionais especializados com o fito de minimizar o óbice.