Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 27/10/2021

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que as pessoas se tornam cada vez mais depentendes da tecnologia. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da insuficiência legislativa e do individualismo.

Sob esse viés, a deficiência das leis é um desafio presente na questão. Nesse sentido, Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão tecnológica, visto que a mesma está cada vez mais presente no cotidiano da sociedade e até mesmo substituindo o emprego de diversos indivíduos, o que aumenta a porcentagem de pessoas passando fome e dificuldades. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a filósofa.

Outrossim, o egocentrismo é um entrave no que tange ao assunto. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida no vício tecnológico, visto que, de acordo com o G1, portal de notícias, a dependência tem afetado a vida de milhares de indivíduos. Com isso, o número de doenças psicológicas como ansiedade e depressão vem crescendo desordenadamente, pois leva a população a não querer sair de casa e se comunicar com pessoas fora da internet. Assim, é uma adversidade a ser resolvida pelos demais órgãos do governo.

Portanto, é imprescendível atuar sobre esse problema. Para isso, o poder público deve criar palestras que incentive a sociedade a criar hábitos fora da internet, por meio de investimentos sobre a mesma, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender as reais necessidades da população. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.