Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 05/11/2021

No filme “Jogador número um”, de 2018, é apresentada uma realidade distópica, onde todas as pessoas vivem a maior parte de seu tempo dentro de um jogo, sendo assim, consumidas pelo vício. Para fora das telas, a sociedade brasileira conta com um índice cada vez maior de viciados nas tecnologias digitais, o que é extremamente danoso para o corpo social. Dessa maneira, é possível apontar, como causa, a falta de informação como obstáculo na percepção dos malefícios relacionados ao uso de redes. Logo, deve se procurar soluções que aumentem a visibilidade sobre o problema.

Em primeiro plano, é preciso entender como a falta de informação se relaciona com o vício em tecnologia. Sob esse viés, o neurocientista francês Michel Demerget expõe que, em média, crianças de até oito anos de idade passam cinco horas por dia em frente das telas. Dessa forma, os infantes, por serem inocentes e não receberem orientação adequada estão vulneráveis ao grande potencial viciante dos itens, o que pode influenciar negativamente seu desenvolvimento. Assim sendo, é substancial uma cuidadosa instrução para os grupos mais vulneráveis: as crianças.

Ademais, deve se pôr nos holofotes quais são os malefícios dos vícios às tecnologias. Exemplificando, o caso de uma influencer estadunidense chamada Essena Oneill chocou as redes, pois a menina, que era supostamente perfeita, expôs que na verdade se achava uma farsa e não era nada daquilo que demonstrava ser. Com isso, faz se afirmável que o vício em mídias digitais e suas tecnologias pode trazer diversos aspectos maléficos, estes sendo principalmente psicológicos. Assim, é de suma importância a divulgação dos danos atrelados à prática.

Portanto, faz-se nítido que o número de viciados pode ser diminuído atrávés do uso da informação. Por isso, o Ministério da Saúde, responsável por cuidar do bem estar do povo, aliado com o Ministério da Educação, deverá criar um plano de informatização e educação sobre os possíveis males do uso excessivo das tecnologias modernas. Em suma, por meio de inclusão do assunto nas aulas dos alunos do ensino fundamental um e palestras para os pais dos mesmos, será possível a redução dos indivíduos afetados. Finalmente, tais ações ajudarão o país a se tornar um ambiente mais saudável e longe da distopia de “Jogador número um”.