Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 18/04/2022
Por conta da explosão de surpresas da internet e a maravilhosa evolução dos jogos eletrônicos, várias preocupações acerca de possíveis consequências ruins que o uso abundante dessas tecnologias podem causar. A tecnologia pode causar casos de ansiedade, depressão, falta de concentração, insônia, baixa autoestima, problemas de postura, entre outros. Além disso, o vício pode provocar problemas na escola e na vida social do jovem. Segundo algumas estatísticas, o distúrbio afeta até 8,2% da população mundial. Já outras, calculam a prevalência em 38% da população.
O vício em internet passa a dominar a vida do indivíduo. Porém, ele pode demorar a perceber essa condição, já que o uso da tecnologia é algo trivial, presente na vida das pessoas com as quais convive. Esse impulso, já tão característico de nossa sociedade contemporânea, é o que nos faz interagir nada menos do que 2.617 vezes ao dia, em média, com nossos smartphones. Isso quer dizer que gastamos cerca de 145 minutos tocando, rolando ou pressionando a tela dos nossos dispositivos eletrônicos. Além dos dispositivos eletrônicos, outro vício que pode acarretar em pontos negativos é a dependência pelas mídias sociais.
Alguns vícios são socialmente conhecidos por prejudicarem à saúde, por exemplo o uso exagerado de cigarro, álcool e outras substâncias ilícitas. Porém, uma dependência em especial apresenta-se como “natural” para muitas pessoas: a utilização excessiva de smartphone.A conexão entre as pessoas e os smartphones é tão forte que o receio de ficar sem ele já ganhou as denominações “nomofobia” e “medo irracional de ficar desconectado”. Psicólogos agora alertam para além dos riscos de vício que jogos podem provocar. Vide o caso do jovem internado na Espanha após ser considerado dependente do “Fortnite” e pontuam que aparelhos eletrônicos, em especial smartphones, podem causar danos à saúde.
“E como podemos tratar esse vício?” o primeiro passo, tal como em outros vícios, é reconhecer que existe o problema. Não usar o celular quando estiver na companhia de outras pessoas, desenvolver um hobby (não virtual, obviamente), fazer atividades físicas, Estabelecer metas realistas quanto à redução de tempo on-line, determinar um momento específico do dia para consultar as redes sociais, Com essa consciência, mudanças no estilo de vida devem ser ponderadas.