Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 26/09/2022

A obra literária “Utopia”, produzida pelo escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, onde a cidadania e a efetividade do Estado são primordiais para essa nação ideal. Fora da literatura, ao observar o vício crescente em tecnologias, nota-se que essa idealização de More não é cumprida, visto que a população permanece imoral e sem ação. Nesse viés, vale destacar por qual motivo as pessoas estão cada vez mais viciadas, e qual o público que está sendo mais afetado por esse mal.

Primeiramente, é de extrema importância saber por qual motivo a tecnologia se torna algo viciante aos olhos dos seres humanos. Como disse o historiador britânico Arnold Toynbee “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas macacos na vida”. Com base nessa frase, pode-se notar que evoluímos em grande escala no que diz respeito à tecnologia, porém, deixamos a desejar no quesito vida, em muitos casos passando boa parte da vida no mundo virtual e não no mundo real. Contudo, isso ocorre pois querem se afastar um pouco da rotina problemática, dos estresses do dia a dia, das dívidas, das raivas, pois na internet, eles dão boas risadas e esquecem temporariamente de suas tribulações.

Ademais, não é de se estranhar que a faixa etária que tem mais contato com a tecnologia são os jovens, tendo em vista que eles têm uma maior facilidade em usá-las. De acordo com Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, nesse sentido, é eminente que a tecnologia ajudou o mundo a evoluir mais rápido e de maneira mais fácil, porém teve seus malefícios. Um deles foi o uso frequente dos celulares, computadores e televisões, oque no começo era apenas algo temporário, acabou se tornou um grande vício, principalmente nos adolescentes.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso é preciso que as mídias e as famílias mostrem que o uso vício em tecnologias terá consequências, tais como depressão e ansiedade. Por meio de campanhas e conversas será possível que esse problema seja mitigado, a fim de melhorar as vidas dos jovens, os tornando menos dependentes das redes sociais, jogos e outras atividades que envolvam essas os aparelhos celulares, a partir dessas ações, será possível uma aproximação da idealização de More, ou seja, a “Utopia”.