Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 09/10/2022
O episódio “Nosedive”, da série “Black Mirror”, apresenta uma distopia onde os indivíduos utilizam um sistema de avaliações pelos celulares e qualquer erro pode destruir suas reputações. Ao longo da trama, é retratado a nomofobia exagerada presente na sociedade. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que o vício em tecnologia cresce cada dia mais. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à influência das redes, mas também por causa da educação precária no país.
Sob esse viés, cabe analisar a influência das mídias em relação ao aumento de casos de nomofobia. Segundo o documentário “O dilema das redes”, da Netflix, o algoritmo das plataformas cria uma ambientalização relacionada com os conteúdos que o indíviduo assiste mais. Consequentemente, essa estruturação cria um hábito de uso diário e gera uma “bolha social”, mantendo o usuário preso nos assuntos recomendados pelos aplicativos. Diante disso, percebe-se que a manipulação na internet contribui para o crescimento do problema.
Além disso, o ensino precário também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de eliminar a barbárie e buscar a emancipação humana, em prol da mudança social, entretanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que a discussão sobre a utilização das redes não é constante nas instituições. Conforme pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 90% das casas brasileiras têm acesso à internet. Nesse caso, a falta de auxílio sobre os perigos do uso excessivo da tecnologia contribui para o crescimento de pessoas viciadas nos eletrônicos.
Portanto, conclui-se que a influência das redes e a educação precária são os principais pilares da problemática. Assim, é necessário que empresas midiáticas privadas façam propagandas, por meio das televisões e plataformas, sobre os perigos do vício em tecnologia com o intuito de informar os indivíduos. Ademais, o Ministério da Educação, responsável pelas informações e ensinos que a população recebe, deve fazer palestras, por intermédio das escolas, sobre maneiras de controlar o uso das telas com o objetivo de evitar casos de dependência. Enfim, visando uma realidade diferente abordada na série “Black Mirror”.