Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 04/09/2023
Segundo William Shakespeare, poeta inglês “Até mesmo a bondade, se em demasia, morre do próprio excesso.” Tal pensamento na atualidade transparece no uso das tecnologias, em que o uso exacerbado, sem o devido suporte e restrições, faz com que os benefícios da tecnologia sejam ofuscados pelos malefícios, como exemplo, o possível vício. Visto que tal problemática contribui para transtornar a sociedade é mister medidas que alterem a omissão estatal e a invisibilidade dada ao assunto.
A priori, é fulcral mencionar que a falta de conhecimento da população sobre os reais e diários malefícios do uso exagerado do celular agrava a problemática. Pesquisas feitas pelo site da Scielo apontam que apenas o ato de olhar as notificações do celular já é suficiente para reduzir o desempenho em tarefas cotidianas. Neste contexto, faz-se necessário uma reorganização social nos meios tecnológicos a fim de tornar a população ciente dos prejuizos a saúde fisica e mental em que as ferramentas tecnológicas podem ocasionar.
Outrossim, a omissão estatal inviabiliza a melhora da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke, criou o conceito de contrato social, no qual o cidadão deve confiar no estado, que por sua vez, garante à população os direitos inalienáveis. Todavia, o risco diário e o gradual vício em que a sociedade se encontra pelo uso indiscriminado das tecnologias ratifica que o estado faz-se incapaz de cumprir com o contrato de Locke, findando a uma sociedade à mercê de uma realidade prejudicial por falta de apoio governamental.
Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de amenizar a problemática.
Desse modo, as instituições escolares -responsáveis pela transformação social- devem ensinar aos jovens a buscar pela mudança e a autoconscientização,isso sendo feito por meio de palestras com o uso conotativo da linguagem, a fim de convencer os estudantes na apuração pela mudança, pois segundo Oscar Wilde escritor britânico, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação.” Com isso sendo feito, gradualmente romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas, deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.