Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 31/10/2023

A problemática relacionada ao vício e dependência em tecnologia controverte a Constituição Federal de 1988, que assegura a pluralidade política e o bem-estar como valores de uma sociedade fraterna e sem destinções, nota-se que tal docu-mento jurídico encontra-se inefetivado na sociedade. Esse cenário nefasto ocorre não só pela necessidade excessiva dos cidadãos em estar conectados, como tam-bém pela negligência Estatal.

Mormente, é relevante explicitar a ausência de medidas conscientizadoras a res-peito do uso exacerbado de aparelhos eletrônicos e redes sociais, é de respon-sabilidade das autoridades Estatais a promoção de medidas que promovam avanço na qualidade de vida dos cidadãos, contudo percebe-se que o Poder Público cami-nha em descompasso com as necessidades e novas dinâmicas sociais. Essa realida-de é analóga ao pensamento do sociólogo Bauman sobre a fluidez das relações econômicas, políticas e sociais que caracterizam a “Modernidade Líquida”

hodierna.

Ademais, é fulcral pontuar que parte das pessoas desconhecem os riscos do uso in-disciplinado das ferramentas tecnológicas, por conta do silenciamento dessa pauta. Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, tal prática é responsável por desencadear doenças psiquícas e transtornos como a ansiedade, a depressão e síndromes fo pânico. Por isso, entende-se que além de ser uma questão de omissão governa-mental, é também de autocontrole. De acordo com o escritor Augusto Cury " o homem é lobo do próprio homem".

Portanto, são essenciais medidas exequíveis para reversão do problema mencio-nado, para isso, faz-se mister que o Governo Federal em parceria com o Ministério das Comunicações utilize as próprias mídias digitais para incentivar a população a criar o hábito de separar um período durante o dia, para realizar práticas que os proporcione bem-estar, distante de aparelhos eletrônicos, a fim de que eles pos-sam adotar um estilo de vida saudável não só fisica, mas também mentalmente. Outrossim, é imprescindível que o Poder Público oferte aos cidadãos aumento no percentual de profissionais da saúde mental atuantes nas unidades públicas em saúde, para promover o cuidado contra o vício em tecnologias.