Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 24/09/2024

Nos últimos anos, têm-se observado um crescente debate em torno do vício tecnológico. Essa questão ganha destaque à medida que seus impactos se tornam mais evidentes na sociedade contemporânea. “Importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com o filósofo Platão, a qualidade de vida tem grande relevância, transcendendo à própria vivência. Infelizmente, tal conjuntura não condiz com a realidade, levando em conta as inúmeras consequências que o vício e a dependência pode causar ao ser humano.

A partir de uma análise, entende-se que o vício em tecnologia é o reflexo de uma sociedade irresponsável. Essa falta de compromisso com o bem-estar é motivada pela influência que os indivíduos sofrem através da própria tecnologia, por conta disso, é notável a necessidade criada em cima disso, podendo ser vista em diversas áreas do cotidiano.

No filme “1984”, é possível analisar como o poder da alienação faz com que um homem perca sua identidade, vivendo em um regime influenciável e repressivo. Paralelamente, quando se analisa o vício em tecnologia, compreende-se que esse alheamento se faz presente no cotidiano e na sociedade contemporânea, uma vez que, os indivíduos desprovidos de um juízo sólido, acabam deixando-se dominar pela tecnologia e a entrar cada vez mais no mundo contemporâneo.

Considerando os aspectos mencionados, nota-se, portanto uma necessidade de medidas para reverter esta situação. O Ministério da Educação, deve à princípio tonar decisões para reverter a situação da tecnologia em sala de aula, levando em conta, o novo modelo escolar, com o objetivo de diminuir o contato dos jovens com a tecnologia e não dar brecha à possibilidade do vício e dependência. Assim, os jovens e indivíduos estarão colaborando para um maior desenvolvimento pessoal e intelectual.