Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 29/10/2024

A obra literária ‘‘Ensaios sobre a cegueira’’, de José Saramago, narra um mundo distópico, em que uma epidemia atinge toda a população, sendo uma crítica à fragilização da moral perante as mazelas sociais. Fora da ficção, no Brasil atual, percebe-se uma crescente ‘‘cegueira’’ a respeito da dependência digital, que ocorre devido ao acelerado estilo de vida moderno, o que pode gerar consequências mentais. Em síntese, para reverter essa latente condição, urge a necessidade de mudanças, visto que diversos desafios são causados por esse impasse.

Em primeiro lugar, a rotina externuante representa uma das principais causas da dependência digital. Diante disso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea formou uma modernidade líquida, com relações frágeis e maleáveis, ressaltando o uso descontrolado das tecnologias. Com isso, o uso tornou-se um refúgio, haja vista que a esfera social passou a ser medida pelo mundo virtual, fazendo com que a internet seja nociva e motivando essas ferramentas. Assim, a apatia diante dessa compulsão fortalece tal problema intríseco na sociedade.

Por conseguinte, é importante frisar que, em decorrência do vício digital, a população tem sua psique afetada. Nessa lógica, a OMS classificou o vício em jogos como um distúrbio de saúde, mostrando que esse hábito configura como um perigoso probelma social. Desse modo, a obsessão causada pode se refletir, por exemplo, em crises de ansiedade, em razão do uso abusivo em não conseguir ficar sem seus dispositivos, uma vez que há uma alteração de ordem mental nessa ca-mada da sociedade por serem expostos a um tempo exagerado aos meios digitais.

Portanto, é importante que se combata o uso abusivo das tecnologias de informação, para que não haja consequências irreversíveis. Nesse contexto, é necessário que o Ministério da Educação promova debates em sala de aula sobre o vício em tecnologia, com o obejtivo de esclarecer o quanto é perigoso para a saúde mental, estimulando a busca pelo tratamento psicológico, os quais devem ser prestados em escolas do país. Tudo isso para que haja conhecimento sobre as causas e consequências desse uso desenfreado, bem como, uma maior procura de tratamento para jovens.