Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 14/05/2025
A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê para todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, essa garantia é desrespeitada, visto que o vício em tecnologia ainda é uma realidade recorrente na sociedade brasileira. Desse modo, tal cenário preocupante ocorre tanto pela negligência governamental, quanto pela ausência de discussões efetivas acerca do tema.
Nesse contexto, é válido ressaltar que a insuficiente atuação estatal contribui para a intensificação da dependência digital. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar coletivo. Todavia, essa responsabilidade não é cumprida de maneira eficaz, uma vez que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, falha ao não implementar políticas públicas que combatam os impactos do uso excessivo de dispositivos tecnológicos, o que favorece o aumento de transtornos como ansiedade, depressão e isolamento social. Dessa forma, torna-se urgente uma reformulação dessa postura estatal.
Além disso, a carência de debate público sobre o tema agrava ainda mais o problema. Nesse sentido, o filósofo Jürgen Habermas defende que a linguagem é uma forma de ação capaz de transformar a realidade. Nessa lógica, enquanto não houver espaços de diálogo sobre os malefícios do uso descontrolado da tecnologia, a naturalização desse comportamento persistirá. Assim, discutir o vício tecnológico em ambientes escolares, familiares e midiáticos é essencial para fomentar a consciência crítica sobre o uso saudável das ferramentas digitais.
Portanto, é imprescindível combater os entraves relacionados ao vício em tecnologia. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolver campanhas nacionais de conscientização sobre os efeitos da dependência tecnológica, por meio de mídias tradicionais e redes sociais. Tais medidas, realizadas com apoio de psicólogos, educadores e influenciadores digitais, visam promover uma relação mais saudável com os meios tecnológicos. Assim, espera-se formar uma geração mais consciente e menos dependente das máquinas.