Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

De acordo com o físico Albert Einstein, é “assustadoramente óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade”. Atualmente, a dependência da internet, dos smartphones e de outros dispositivos tecnológicos é cada vez mais presente no cotidiano da sociedade, devido às diversas funções e à rapidez que proporcionam. Com o avanço das revoluções industriais e da modernidade, esse vício tecnológico adentrou o mundo pessoal de forma intensa. Nesse contexto, a influência negativa da tecnologia torna-se evidente, demonstrando uma crescente dominação do mundo virtual sobre o indivíduo.

Em primeiro plano, apesar do vasto acesso ao conhecimento e entretenimento oferecido pela internet, os efeitos colaterais do uso excessivo estão se tornando alarmantes. Segundo pesquisas, o número de pessoas viciadas em celular aumentou 60% entre 2014 e 2015. Paralelamente, cresceram também os casos de doenças como depressão e nomofobia — o medo irracional de ficar sem o celular. Jovens imersos nesse universo digital tendem a apresentar déficit de atenção, isolamento social e sintomas depressivos, comprometendo seu bem-estar e suas interações sociais.

Além disso, as relações interpessoais têm sido gradualmente substituídas pela convivência virtual. O psiquiatra Cristiano Nabuco afirma que a vida digital está ocupando o espaço das relações presenciais, fazendo com que muitas pessoas vivam mais em seus aparelhos do que na realidade ao seu redor. Diante desse cenário, é urgente repensar os hábitos cotidianos e reduzir a dependência das máquinas modernas.

Portanto, medidas devem ser adotadas para combater esse problema. Os pais precisam supervisionar o tempo de uso dos celulares por seus filhos, impondo limites e incentivando atividades ao ar livre, como passeios em parques e praias, promovendo lazer e interação social. As escolas, por sua vez, devem assumir o papel de orientar os alunos sobre o uso consciente da internet, por meio de palestras e debates, inclusive com a presença de psicólogos. À mídia cabe o dever de alertar a população sobre os riscos da dependência tecnológica, utilizando campanhas educativas em cartazes, redes sociais e meios televisivos.