Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

A obra literária “Admirável Mundo Novo”, retrata uma sociedade condicionada pela tecnologia, onde os indivíduos vivem sob constante controle de máquinas e estímulos artificiais. Fora da ficção, o cenário da obra se assemelha a contemporaneidade, onde o uso excessivo de tecnologias compromete o bem-estar social, promovendo a deterioração da saúde mental e a dependência de algoritmos digitais. Logo, torna-se necessário debater sobre essas questões afim de promover o uso consciente da tecnologia e o bem-estar coletivo.

Nesse contexto, é valido considerar o declínio do estado emocional como principal fator catalizador dos impactos promovidos pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos, isso pois, a constante exposição a redes sociais e estímulos digitais interfere diretamente no equilíbrio psíquico dos usuários. Segundo o cientista da computação Jaron Lanier, “as redes sociais estão programadas para modificar o comportamento de seus usuários, criando dependência emocional e mental”. A afirmação evidencia como plataformas são projetadas para prender atenção a qualquer custo, o que contribui para o aumento de quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima.

Ademais, a dependencia dos algoritmos digitais compromete o senso crítico e a autonomia do indivíduo. De acordo com o filósofo Byung-Chul Han, a hiperconectividade moderna gera um excesso de estímulos que afeta a capacidade de reflexão profunda. Os algoritmos digitais selecionam os conteúdos com base nos interesses do usuário, criando bolhas de informação que limitam o contato com ideias divergentes, reduzindo a pluralidade de pensamento e fragilizando o exercício mental.

Portanto, medidas devem ser adotadas para evitar a dependência nociva das máquinas e efeitos da tecnologia. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas deve promover a Educação Digital Crítica, por meio de oficinas e palestras voltadas a estudantes e famílias, com o intuito de desenvolver o uso consciente da tecnologia . Paralelamente, cabe ao Ministério da Saúde investir em campanhas de conscientização sobre os riscos do uso excessivo de dispositivos. Assim, será possível conciliar os avanços tecnológicos com o bem-estar humano.