Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/05/2025

‘‘O homem é, ele próprio, o artífice da sua felicidade", declarou Aristóteles, apontando para a autonomia humana na busca por equilíbrio. Contudo, na contemporaneidade, a relação com a tecnologia parece desafiar essa autonomia, visto que o crescente vício em dispositivos eletrônicos ameaça tanto a saúde mental quanto as interações sociais. A magnitude desse fenômeno é alarmante e demanda análise criteriosa.

Primeiramente, o uso excessivo de tecnologia impacta negativamente o bem-estar psicológico. Segundo o IBGE, cerca de 20% da população brasileira apresenta sintomas de ansiedade e depressão, agravados pelo tempo excessivo diante das telas. A dependência digital intensifica a exposição a conteúdos tóxicos e promove um distanciamento da realidade, prejudicando a saúde mental de indivíduos, especialmente entre os jovens, mais suscetíveis a essas influências.

Ademais, a conectividade incessante compromete as relações interpessoais. O IBGE aponta que 74% das famílias brasileiras possuem acesso à internet, um avanço que, embora promissor, gerou comportamentos de isolamento social. O uso compulsivo de aparelhos eletrônicos, como smartphones, reduz o tempo e a qualidade das interações familiares e comunitárias, o que pode levar a um enfraquecimento dos laços afetivos e ao aumento da sensação de solidão.

Diante disso, é fundamental que as escolas incluam em seus currículos programas educativos voltados para a conscientização sobre o uso saudável da tecnologia.

Essa abordagem, viabilizada por meio de palestras, workshops e atividades práticas, visa instruir crianças e adolescentes sobre os riscos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, promovendo equilíbrio e resgatando a autonomia mencionada por Aristóteles. Assim, será possível construir uma relação mais saudável com as máquinas, beneficiando tanto os indivíduos quanto a sociedade como um todo.