Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

No livro de ficção cientifica “Neuromancer” é retratada uma realidade diatópica onde a humanidade chegou ao auge da evolução tecnológica e a população vive e interage em um mundo virtual. Paralelamente, os brasileiros vêm se modernizando cada vez mais, dessa forma, o uso constante da tecnologia levanta a questão: seremos dependentes das máquinas? Diante disso é necessário refletir sobre os impactos do vício em tecnologia e o uso consciente desse recurso.

Nesse contexto, é fato que com a globalização e o avanço tecnológico o acesso a informações do mundo inteiro está na palma da mão de qualquer individuo com acesso à internet, no entanto o uso indevido desse recurso pode ser prejudicial à saúde física e mental. De acordo com uma reportagem do G1, o uso excessivo dos aparelhos digitais está relacionado a uma série de problemas, como dores de cabeça, ansiedade, transtornos do sono e depressão. A partir disso é possível notar que apesar dos grandes benefícios que a tecnologia trouxe, há também diversos impactos negativos na vida de quem a usa sem o devido cuidado.

Ademais, o chamado “ChatGPT” é uma IA (inteligência artificial) que se popularizou nos últimos tempos por facilitar a vida de muitos brasileiros com tarefas diárias, no entanto, atrelado a essa fama se destaca também a dependência que alguns indivíduos desenvolveram a partir do uso das IA. Nesse sentido o uso contínuo desse recurso, pode gerar um tipo de alienação prática, em que as pessoas não conseguem mais realizar tarefas do dia a dia sem o auxílio da tecnologia, assim é necessário ter em relação a esse aparato tecnológico um uso consciente e moderado.

Em suma, a fim de mitigar os impactos do vício em tecnologia cabe ao Ministério da Educação incluir em sua grade curricular programas que orientem estudantes sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia e incentivem práticas conscientes. Além disso é dever das empresas de tecnologia adotem medidas que promovam o uso responsável de seus produtos, como a implementação de ferramentas que limitem o tempo de uso e incentivem pausas regulares. Portanto, apenas dessa forma é possível evitar um futuro dependente das máquinas, como o retratado em Neuromancer.