Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 12/05/2025

Na animação “Wall-E”, da Pixar, a humanidade é retratada como completamente dependente da tecnologia, vivendo de forma sedentária e desconectada do mundo real. A obra evidencia um futuro possível diante do avanço desenfreado do uso tecnológico. Nesse contexto, a sociedade caminha para um vício em tecnologia que pode torná-la refém das máquinas.Sendo assim, é necessário entender seus problemas e suas causas, que são: a alienação social provocada pelo uso excessivo de dispositivos e a ependência cognitiva causada pela automação de tarefas.

Em primeira instância, vale destacar a alienação social, causada pelo uso exagerado de aparelhos eletrônicos, que substituem interações humanas por relações virtuais. De acordo com pesquisa da Universidade de Michigan, altos níveis de uso de redes sociais estão relacionados ao aumento da solidão e da depressão. Isso mostra como o vício em tecnologia pode comprometer laços afetivos e a saúde mental, além de reduzir o desenvolvimento de habilidades sociais, essenciais para a convivência em grupo.

Ademias, vale ressaltar o respeito à dependência cognitiva, já que o uso constante de aplicativos para tarefas básicas — como mapas, cálculos e lembretes — reduz o esforço mental. O neurocientista Gary Small alerta que o cérebro, quando estimulado apenas por tecnologias, pode atrofiar certas funções cognitivas. Essa dependência compromete a autonomia intelectual e a capacidade de raciocínio lógico, o que pode gerar uma geração menos preparada para resolver problemas complexos.

Portanto, é necessário que se resolva esses problemas com medidas cabíveis. Cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela política nacional de educaçã, em parceria com escolas públicas e privadas, promover campanhas e disciplinas sobre o uso consciente da tecnologia, por meio de oficinas e projetos interativos. Além disso, o setor da saúde deve oferecer orientações psicológicas acessíveis sobre o equilíbrio digital, através de atendimentos em postos de saúde. Assim, as futuras gerações poderão evitar um destino semelhante ao vivido pelos personagens de “Wall-E”, onde a humanidade se tornou escrava de suas próprias criações.