Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

Segundo o Inventor e Escritor Richard Buckminster Fuller: “A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas”. Seguramente, tal afirmação pode ser comparada com o vício na tecnologia vivenciado no século XXI, visto que a dependência e o usufruto errado pela tecnologia são de alto risco a saúde física e mental dos indivíduos. Nesse sentido, é necessário verificar os principais fatores que favorecem esse quadro.

As redes sociais são, primordialmente, os aplicativos que mais causam dependência da tecnologia no mundo atual, visto que tornam possível e mais prático o contato entre vários indivíduos e também proporcionam um alto divertimento em tempos livres. Todavia, o usuário a partir do momento em que entra nas redes sociais e começa a navegar pelo feed, se vê dentro de um mundo em que não é possível controlar a si mesmo, tendo posteriormente uma grande dificuldade em executar as atividades diárias pelo motivo de não conseguir se desgrudar do aplicativo. Assim, ele coloca em risco a própria saúde – mental e física – e torna a sua convivência social no mundo real prejudicada.

Outro grande problema gerado pelo mesmo motivo é o vício em jogos eletrônicos. Outrossim, o que podemos perceber na atualidade são as várias notícias em que crianças e adolescentes gastam uma grande quantidade de dinheiro do cartão de crédito dos pais em roupas para jogos, sem o consentimento dos mesmos. Esse tipo de problema se dá a partir do momento em que a criança fica viciada no jogo eletrônico e não percebe a real importância das coisas na vida real. Além disso, ao passar muitas horas nos jogos eletrônicos, doenças mentais e físicas como irritabilidade, insônia e obesidade (juntamente com uma má alimentação) corroboram para piorar ainda mais esse problema.

Para reduzir os problemas causados pelo uso excessivo da tecnologia, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve implementar políticas que orientem crianças e adolescentes sobre seu uso adequado. Além disso, empresas de redes sociais devem adotar sistemas que limitem o tempo diário de uso dos aplicativos. Essas medias contribuem na qualidade de vida populacional.