Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

A obra cinematográfica “Wall-E (2008)”, da Pixar, retrata a narrativa de um robô que vive em um mundo futurístico e repleto de tecnologias avançadas. Além disso, a história evidencia que com este avanço a sociedade começa a depender fortemente delas, e por esse motivo adotam um estilo de vida sedentário. Nesse contexto, é perceptível que os vícios em tecnologia suscita uma pertinente indagação, se a humanidade ficará dependente das máquinas. Sobre esse viés, torna-se essencial destacar duas vertentes relacionadas à problemática: possível obsolescência humana e os impactos na saúde humana.

Primeiramente, é essencial mencionar que, historicamente, a dinâmica social tem sido constantemente moldada pelo crescimento tecnológico. Ademais, estas vem para facilitar e/ou melhorar um processo, como demonstram as Revoluções Industriais, que foram marcos históricos, cujo propósito era transformar os métodos de produção nos ambientes de trabalho. Porém, com a incorporação de tecnologias, o ser humano fica dependente dela para realizar uma tarefa, e concomitantemente obsoleto. Isso porque, se uma máquina é capaz de executar um trabalho, questiona-se a necessidade do homem para exercer o mesmo.

Em segundo ponto, é preciso analisar os impactos na saúde humana. Diante disso, pensa-se no efeito físico e mental. Nesse sentido, é lícito referenciar o filósofo Zygmunt Bauman, que, em seu livro “Vida Líquida”, explorou o conceito de modernidade líquida, no qual retrata a população como um estado de fluidez e instabilidade. Dessa forma, é notório que, o desequilíbrio no controle de tecnologias pode acarretar problemas psíquicos, como ansiedade, depressão e isolamento social.

Portanto, são necessárias intervenções capazes de fomentar o vício em tecnologias. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação implementar campanhas online e físicas que visem conceder conhecimento sobre o uso excessivo de tecnologias e seus efeitos. Por meio das redes sociais, panfletos informativos e pôsteres. Com o intuito de mitigar os casos de problemas de saúde ocasionados por conta do excesso de tecnologias. A fim de promover a saúde dos cidadãos e proporcionar um convívio social menos dependente tecnologicamente.