Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

No longa-metragem “Wall-E”, é mostrado um futuro em que os humanos abandonaram a Terra, e se tornaram extremamente dependentes das máquinas e sofrem de problemas de saúde. Nesse contexto, os brasileiros têm se tornado cada vez mais dependentes das máquinas para tarefas, resultando em problemas de saúde, essa dependência da tecnologia ocorre pela falta de debate sobre o assunto e pela falta de incentivo para a realização de atividades não integradas à tecnologia. Dessa forma, faz-se necessário que tais obstáculos sejam resolvidos para que o Brasil não fique dependente das máquinas pelo vício em tecnologia.

Em vista disso, é preciso que as instituições de educação e saúde abordem sobre o tema com os jovens, preferencialmente com urgência, visto que muitos estão substituindo psicólogos pelo Chat GPT. De acordo com CEO da Open IA, Sam Altman, muitos jovens entre 18 e 25 anos usam o Chat GPT para obter conselhos e até substituir a psicoterapia. Com efeito, é preciso conscientizar a população sobre como funcionam as novas tecnologias e como certos ofícios são insubstituíveis.

Ademais, é indispensável o estímulo dos órgãos governamentais para a realização de atividades que não interajam com a tecnologia (sejam exercícios ou “hobbies”), porquanto, mais tempo “parado” significa mais tempo em frente as máquinas. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - o Brasil é o quinto país com maior taxa de sedentários no mundo, o que contribui para a alta dependência da tecnologia (e vice-versa). Sem dúvida, é fundamental que a prática de atividades ao ar livre seja incentivada pelo governo brasileiro.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação conscientizar os jovens brasileiros sobre a dependência das máquinas, por meio de palestras, campanhas e aulas, a fim de que a atual geração tenha consciência das consequências do vício em tecnologia. Além disso, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde, promover a prática de atividades ao ar livre, por meio do investimento em propagandas, palestras e construção de espaços adequados, com o objetivo de promover práticas saudáveis e combater o sedentarismo e o vício tecnológico. Dessa maneira, solucionando as problemáticas a “nação verde-amarela” não se tornará dependente das tecnologias.