Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
É evidente como o vício em tecnologia representa um desafio para uma sociedade alienada e corrompida como a brasileira. Inicialmente, isso é fruto da alienação digital e da negligência familiar e educacional. Nesse contexto, ao analisar os fatores supracitados, percebe-se que a problemática, além de ser uma realidade, tende a potencializar e agravar a desconexão social.
De início, entende-se que a alienação digital é um fator crucial para a existência do entrave na sociedade, porque promove o afastamento das interações humanas e o enfraquecimento dos vínculos sociais. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o problema, lamentavelmente, já tornou-se cotidiano e a população habituou-se a ele. Um exemplo disso pode ser observado no livro 1984, de George Orwell, em que a vigilância constante e a dependência de tecnologias de controle tornam os indivíduos passivos e desconectados entre si.
Além disso, a negligência familiar e educacional também dificulta a atenuação do impasse, em virtude, exclusivamente, da ausência de mediação crítica sobre o uso das tecnologias. De forma semelhante, o filme Wall-E, da Disney/Pixar, retrata um futuro distópico em que os seres humanos se tornam totalmente dependentes de máquinas, perdendo sua autonomia e capacidade de interação. Desse modo, ao enxergar a permanência do vício em tecnologia, compreende-se, inequivocamente, a existência dessa conduta passiva e ineficaz praticada pelo cidadão brasileiro, já que ele inclina-se a ser insignificante.
Para resolver o problema, é necessário que o Estado, em parceria com as escolas e as famílias, atue de maneira incisiva. Cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de conscientização nas mídias e nos ambientes escolares, com o intuito de informar sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia. Além disso, é preciso criar programas de incentivo à convivência social presencial e à leitura, como forma de estimular o pensamento crítico e a autonomia emocional. Com isso, espera-se reduzir a dependência das máquinas e formar cidadãos mais conscientes, equilibrando o uso da tecnologia com os aspectos humanos essenciais a vida em sociedade.