Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 12/05/2025
“O homem construiu as máquinas, mas as máquinas construíram o homem novo”, asseverou Marshall McLuhan. Em consonância com essa perspectiva, a crescente imersão tecnológica suscita o debate sobre a potencial dependência humana das máquinas. Nesse contexto, emerge a preocupação com a progressiva substituição do convívio social pela interação virtual e com os impactos da tecnologia no mercado de trabalho.
Em primeiro plano, a tecnologia, embora facilite a comunicação, pode isolar indivíduos. Conforme dados do IBGE (2023), o tempo médio de uso da internet entre jovens de 18 a 24 anos ultrapassa 10 horas diárias, muitas vezes em detrimento de atividades presenciais. Essa virtualização das relações fragiliza laços sociais e contribui para o aumento de quadros de ansiedade e depressão, evidenciando uma crescente dificuldade em estabelecer interações interpessoais significativas fora do ambiente digital.
Ademais, a automação impulsionada pela tecnologia redefine o mercado de trabalho. O IBGE (2022) aponta um aumento constante na adoção de inteligência artificial e robótica em diversos setores, o que demanda uma requalificação profissional em larga escala. A falta de adaptação a essas novas exigências pode levar a um cenário de exclusão de parcela significativa da população, intensificando a dependência de sistemas automatizados para a manutenção da economia.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação, em colaboração com instituições de ensino e a sociedade civil, promova programas de educação midiática e socioemocional nas escolas, utilizando plataformas digitais e materiais didáticos interativos. O objetivo é fomentar o uso consciente e equilibrado da tecnologia, capacitando os indivíduos a discernir informações, preservar a saúde mental e desenvolver habilidades sociais essenciais para a vida em sociedade e para as futuras demandas do mundo do trabalho.