Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/05/2025

É indiscutível que o avanço tecnológico trouxe inúmeros benefícios à sociedade contemporânea, como a facilidade de acesso à informação e a automatização de tarefas. Entretanto, paralelamente ao progresso, emerge uma preocupação crescente: a dependência excessiva das máquinas. No Brasil e no mundo, o vício em tecnologia já afeta a saúde mental, os relacionamentos interpessoais e até mesmo a produtividade. Por isso, é necessário refletir sobre as causas e os impactos desse fenômeno no cotidiano social.

Em primeiro lugar, é válido destacar que o uso constante da tecnologia estimula alterações no comportamento humano. Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, na obra Sociedade do Cansaço, o sujeito contemporâneo tornou-se prisioneiro de si mesmo e da hiperconectividade, o que gera exaustão psíquica e ansiedade. Nesse contexto, o uso ininterrupto de redes sociais, jogos eletrônicos e dispositivos móveis revela uma busca incessante por estímulos digitais, muitas vezes em detrimento do convívio social real.

Além disso, o vício em tecnologia pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e emocional, sobretudo entre crianças e adolescentes. De acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso excessivo de telas está associado ao aumento de casos de depressão, insônia e transtornos de atenção. Como exemplo, é possível citar episódios em que jovens deixam de realizar atividades básicas, como estudar ou interagir com familiares, para permanecerem conectados. Dessa forma, a tecnologia, que deveria ser uma ferramenta de apoio, torna-se um obstáculo ao equilíbrio e à autonomia pessoal.

Portanto, é evidente que o vício em tecnologia representa um desafio urgente na sociedade atual. Para enfrentá-lo, é fundamental que o Estado promova campanhas de conscientização sobre o uso saudável das tecnologias, além de incentivar práticas educativas que estimulem o consumo digital responsável desde a infância. Assim tendo uma relação melhor e mais equilibrada com as maquinas garantindo que o ser humano a usá-las como meio e nao como fim.