Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

A alteridade, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro e reconhecê-lo como um sujeito singular, é um valor essencial para a convivência social. No entanto, percebe-se que na questão do vício e dependência de tecnologias, falta desse conceito por parte das grandes empresas desenvolvedoras de tecnologias, como o Google e a Apple. Assim, vê-se imperioso o debate desse tópico com foco nos impactos da dependência tecnológica na nova geração e na falta de políticas públicas acerca desse assunto.

Primeiramente, vale ressaltar que essa situação adversa ocorreu devido à negligência por parte da escola, que não visa formar bons cidadãos, apenas quer boas notas por parte dos alunos. Sobre isso, o filósofo romano Sêneca, certa vez afirmou: “Não estudamos para a vida, mas sim para o colégio”. Analogamente à frase do pensador, no Brasil hodierno, na tentativa de alcançar as expectativas impostas pelas instituições de ensino, os estudantes recorrem a tecnologias, como, inteligências artificiais generativas que fazem todo o trabalho, assim impedindo-os de desenvolver habilidades necessárias para a vida, por exemplo, interpretação de texto e cálculos matemáticos. Desta maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação intervenha, para propor diretrizes eficazes.

Ademais, é de suma importância compreender que faltam iniciativas do Estado sobre os pontos negativos do uso excessivo de recursos digitais. No que tange a essa problemática, o sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”, afirma que as instituições públicas frequentemente falham no atendimento ás necessidades da população. A partir dessa ótica, observa-se que falta politicas públicas voltadas à formação de jovens conscientes do uso correto das ferramentas virtuais.

Conclui-se que a falta de responsabilidade das grandes empresas, somada à insuficiente formação escolar e à ausência de políticas públicas, contribui para o uso excessivo e prejudicial dos recursos digitais. Assim, é urgente que o Estado, por meio do Ministério da Educação, implemente diretrizes e programas que promovam o uso crítico e consciente das tecnologias, formando uma geração mais preparada para os desafios digitais.