Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/05/2025

O vício em tecnologia é um tema urgente, especialmente diante do risco de que a sociedade se torne excessivamente dependente das máquinas. Essa preocupação é abordada em “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, em que os recursos tecnológicos dominam todos os aspectos da vida, suprimindo emoções, vínculos e liberdade. Apesar de fictícia, a obra antecipa com precisão os perigos de uma civilização que entrega sua autonomia às máquinas. Portanto, cabe refletir até que ponto o avanço tecnológico, aliado à crescente dependência humana, pode comprometer nossa liberdade e nossa humanidade.

O uso excessivo dos dispositivos digitais tem alterado significativamente o comportamento humano. Aquilo que antes servia como meio para facilitar tarefas cotidianas tornou-se, em muitos casos, o centro da vida das pessoas. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o vício em internet já é reconhecido como um transtorno mental, o que revela a gravidade do problema. Essa dependência, que incide sobretudo sobre os jovens, tende a substituir relações reais por vínculos artificiais, o que promove o isolamento e a deterioração das habilidades socioemocionais.

Além dos impactos individuais, a dependência tecnológica também apresenta riscos coletivos. Tal situação lembra a obra “1984”, de George Orwell, em que o “Grande Irmão” usa tecnologias para vigiar, controlar e moldar o comportamento da população. Embora escrito no século passado, a obra alerta para os riscos de uma sociedade que aceita, sem resistência, a vigilância constante e a manipulação das informações, uma realidade que, infelizmente, se aproxima da nossa.

Diante do exposto, é notório que a permanência desse imbróglio compromete a construção de uma sociedade mais justa. Para combatê-lo, torna-se imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação - responsável por formular e implementar políticas educacionais - desenvolva, em parceria com escolas, universidades e famílias, programas de alfabetização digital crítica e responsável, abordando o uso consciente das ferramentas tecnológicas. Dessa forma, por meio de ações educativas e colaborativas, será possível construir um futuro que concilie os avanços tecnológicos com os valores humano.