Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

Com a globalização, o uso de novas tecnologias e da informação tornou-se uma realidade presente na sociedade. Nesse contexto, o uso constante de dispositivos eletrônicos passou a integrar o cotidiano das pessoas, proporcionando facilidades no dia a dia e aumentando as opções de lazer. No entanto, esse cenário tem gerado preocupações, especialmente no que se refere ao vício em tecnologia, que pode comprometer o bem-estar mental, as relações sociais e o desenvolvimento pessoal. Diante disso, torna-se fundamental discutir os impactos dessa dependência.

Em primeiro lugar, no Brasil, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) revela que 25,3% dos adolescentes entrevistados são dependentes moderados ou graves de internet. Esses dados evidenciam a gravidade do problema entre os jovens, que têm utilizado a tecnologia de forma excessiva, muitas vezes deixam de lado outras atividades importantes, como os estudos, a prática de esportes e as interações. O uso compulsivo da internet pode desencadear consequências preocupantes, como o isolamento social, dificuldades emocionais e a diminuição da concentração.

Em segundo lugar, a crescente utilização de assistentes virtuais, como Alexa e Siri, tornou um cenário preocupante de substituição da ação humana pela das máquinas. Cada vez mais presentes, esses dispositivos são usados para fazer tarefas simples, como acender luzes e realizar compras. Embora ofereçam facilidade, esse tipo de tecnologia reduz a capacidade de resolver problemas de forma independente. Com isso, o ser humano passa a desprezar até mesmo as ações mais básicas às máquinas, o que contribui para a construção de uma relação de dependência e para o enfraquecimento da autonomia pessoal.

Portanto, diante desses problemas, é necessário que o Governo, juntamente ao Ministério da Educação - órgão responsável pela educação do país -, adote medidas que promova o uso equilibrado dessas ferramentas, através de educação digital nas escolas, além de conscientizar as famílias para estabelecer limites no tempo de uso dos dispositivos. Para que assim, seja possível usufruir dos benefícios tecnológicos sem comprometer a autonomia e o bem-estar das futuras gerações.