Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
Com a era da informação, iniciada na segunda metade do século XX, o avanço na comunicação, juntamente com a popularização dos eletrônicos incentivou o crescimento na utilização das tecnologias, que até hoje, apesar de benéficas para a sociedade, podem gerar isolamento social e dependência nas redes, além de perda de autonomia com decisões delegadas às máquinas, se usadas de forma errada e excessiva.
Diante desse cenário, apesar de a internet ter aproximado pessoas no âmbito digital, no mundo real ela tem sido uma grande agravadora do isolamento social. De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso excessivo de dispositivos digitais está associado a problemas como solidão, ansiedade e depressão, principalmente entre adolescentes. Isso acontece porque a interação nas redes é superficial e imediatista, impossibilitando a criação de vínculos profundos e empáticos. Tal cenário evidencia que o vício na tecnolgia influencia diretamente na qualidade das interações humanas e por isso, precisa de atenção.
Ademais, a excessiva automatização das atividades do cotidiano e a confiança em algoritmos têm colcado em risco a vida dos indivíduos. No livro “1984” de George Orwell, o autor retrata uma sociedade submetida a uma constante vigilância feita pelo “Grande Irmão”. Essa obra exemplifica como a população pode ser controlada por uma estrutura invísivel e centralizadora, fato percebido pela dependência atual das máquinas. Hoje em dia, as pessoas tem gastado cada vez menos tempo pensando e tomando decisões, ao mesmo passo que confiam a maioria das suas escolhas, sejam pessoais, profissionais ou até sociais às máquinas. Essa perda de liberdade inconsciente afeta diretamente a vida das população, exigindo assim, ação estatal.
Por isso, é imprescindível que o Ministério da Tecnologia, Ciência e Inovação - órgão responsável pela tecnologia a âmbito nacional - faça com que todos saibam sobre os malefícios causados pelo vício nas redes, por meio de campanhas nas escolas e no ambiente de trabalho, a fim de que as pessoas tenham relações humanas de qualidade e não percam sua autonomia e liberdade para o vício.