Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/05/2025

Nos últimos anos, a tecnologia, criada para facilitar a vida humana, tem se tornado uma fonte de preocupação. Em obras como “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, observam-se sociedades futuristas em que as máquinas controlam até mesmo os sentimentos humanos. Diante desse cenário, é necessário questionar se a sociedade está se tornando refém das máquinas, já que essa dependência tem afetado as relações interpessoais, a saúde emocional e a capacidade de tomar decisões sem a interferência da inteligência artificial.

Em primeiro lugar, o uso abusivo da tecnologia tem alterado profundamente as relações sociais e comportamentais. Nesse sentido, redes sociais, jogos online e aplicativos substituíram o contato físico, levando a um isolamento cada vez maior. Jovens passam horas em frente às telas, comprometendo a qualidade do sono, da comunicação e até mesmo da autoestima. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde já associam o uso excessivo de telas a quadros de ansiedade e depressão. Assim, o que deveria ser uma ferramenta se tornou um fator de isolamento social.

Além disso, a crescente presença da inteligência artificial nas decisões humanas tende a reduzir a autonomia e o senso crítico. Nesse contexto, aplicativos que indicam conteúdos, algoritmos que moldam opiniões e assistentes virtuais que tomam decisões criam um ambiente onde o pensamento próprio perde espaço. Com isso, ao transferir tantas decisões para as máquinas, corre-se o risco de transformar indivíduos em meros espectadores da própria existência. Dessa maneira, a capacidade de reflexão acaba se enfraquecendo, tornando as pessoas menos críticas e mais subordinadas a sistemas automatizados.

Portanto, é evidente que o vício em tecnologia contribui para a dependência das máquinas. Diante disso, recomenda-se que o Ministério da Saúde, em parceria com profissionais da psicologia e da comunicação, desenvolva campanhas de conscientização sobre o uso equilibrado das tecnologias, por meio de comerciais televisivos, conteúdos digitais e atendimentos em postos de saúde. O objetivo é informar a população sobre os riscos da dependência digital e estimular hábitos saudáveis. Dessa forma, será possível promover o uso consciente das máquinas, garantindo que a tecnologia continue a servir aos humanos, e não o contrário.