Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
No âmbito das leis no Brasil, existe uma norma sobre a proibição do uso de aparelhos eletrônicos durante as aulas e intervalos, visando proteger a saúde mental e física de crianças e adolescentes. Dentro desse contexto, tal medida surgiu devido ao mau uso dessas tecnologias, que, em vez de auxiliarem nas tarefas do cotidiano, passaram a prejudicar o aprendizado. Dito isso, é possível destacar dois problemas: as doenças geradas pelo uso excessivo da internet, e o vício digital - a dependência da tecnologia - especialmente entre crianças e jovens.
Primeiramente, vale ressaltar que as consequências do uso excessivo da internet e das redes sociais incluem o surgimento de diversas doenças psicológicas. Em vista disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactus e AtlasIntel aponta que, entre os brasileiros que passam três horas ou mais por dia nas redes sociais, 43,5% possuem diagnóstico de ansiedade. Esses dados mostram como o uso exacerbado dos aparelhos eletrônicos está diretamente relacionado ao consumo de conteúdo digital. Muitas vezes, as pessoas criam versões idealizadas de si nas redes sociais, o que caracteriza um autoengano. Desse modo, se afastam da realidade, intensificam os sentimentos de frustração e solidão, assim gerando ansiedade e até mesmo levando a depressão.
Ademais, o vício de internet ressaltando a dependência que ela traz, retira o tempo das pessoas que a usam e causa diversos malefícios. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) notou a diminuição do Quociente de Inteligência (QI) para antes do previsto nas pessoas que usam telas excessivamente. Com isso, conclui-se que a geração atual apresenta um défice de inteligência em comparação com a anterior, como consequência do uso descontrolado das tecnologias.
Portanto, conclui-se que a geração atual está se tornando dependente das máquinas e assim trocando a realidade real pela virtual. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, juntamente com o Ministério da Educação, promover a conscientização nas escolas sobre esse perigos. Por meio de palestras periódicas que alertem crianças e adolescentes - futuros adultos - sobre os males do uso excessivo da internet. A fim de formar adultos mais conscientes no futuro.