Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
No cenário em que vivemos, marcado pela presença constante da tecnologia, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos tem levantado um alerta importante: a pos-sível dependência das máquinas. De acordo com uma pesquisa da Universidade Fe-deral do Rio Grande do Sul (UFRGS), mais de 70% dos jovens brasileiros passam mais de cinco horas por dia em frente às telas (por diversos motivos). Esse dado evidencia um comportamento que pode afetar a saúde mental e as relações soci-ais, tornando o vício tecnológico um desafio urgente a ser enfrentado.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a tecnologia está cada vez mais presente em todas as áreas da vida: trabalho, estudo, lazer e até nas interações sociais. Essa integração, embora traga benefícios, também gera um ciclo de uso constante, motivado por estímulos como notificações e redes sociais. Isso pode causar ansiedade, dificuldade de concentração e até isolamento social, especial-mente entre os mais jovens, que ainda estão desenvolvendo habilidades emocio-nais e sociais.
Além disso, a falta de orientação sobre o uso consciente da tecnologia agrava o problema. Muitas famílias e escolas não promovem limites ou reflexões sobre o tempo de tela, e campanhas educativas sobre saúde digital ainda são escassas. Como consequência, muitos jovens, quando se veem longe das telas se prendem a vícios ainda mais perigosos afim de suprir essa ausência, aumentando casos de dependência química, como afirma uma pesquisa do International Journal of Men-tal Health and Addiction, realizada na Coreia do Sul com 73 mil jovens. Com isso, o uso desenfreado dos dispositivos se normaliza, e as pessoas passam a depender das máquinas para preencher o tempo, resolver problemas e até regular emoções – o que pode levar a um afastamento da realidade.
Portanto, é fundamental que o vício em tecnologia seja tratado como uma ques-tão de saúde pública e educação. O governo, em parceria com escolas e famílias, deve promover programas que incentivem o uso equilibrado dos dispositivos, com campanhas de conscientização, aulas de educação digital e estímulo a atividades fora das telas. Assim, será possível garantir que a tecnologia continue a servir o ser humano, e não o contrário.