Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/05/2025

No filme “Eu, Robô”, podemos observar que o detetive Del Spooner (Will Smith), está em um mundo completamente dominado pelas inteligências artificiais que podem fazer todas as tarefas sem nenhum esforço humano. Fora da ficção, contudo, vemos um caminhar da humanidade acelerado para a realidade do filme por conta das IAs como ChatGpt, Gamma, Oppusclip, entre outros. Diante disso, o pensamento crítico, racional, a busca por informações, vem cada vez sendo mais ofuscada por respostas rápidas e sem esforço das inteligências artificiais.

A geração atual é considerada de telas, ou seja, caracterizada pelo uso intensivo de dispositivos digitais, como smartphones, televisores e videogames e as IAs. A inteligência artificial pode prejudicar a inteligência humana ao reduzir o pensamento crítico, causar dependência, enfraquecer a memória, espalhar desinformação, desestimular o aprendizado e limitar a criatividade. “Os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura (definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Em última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico.” disse Michel Desmurget a BBC.

A inteligência artificial (IA) pode influenciar a inteligência humana tanto positivamente quanto negativamente. Ela amplia capacidades cognitivas ao facilitar o acesso à informação e à resolução de problemas, mas o uso excessivo pode reduzir a memória, a atenção e o pensamento crítico. Uma pesquisa publicada na revista Nature Human Behaviour em 2023 apontou que o uso constante de assistentes digitais pode gerar dependência e diminuir o raciocínio autônomo. Por isso, é importante equilibrar o uso da IA com atividades que estimulem a mente.

Diante dos riscos do vício em tecnologia, é fundamental adotar medidas que promovam o uso equilibrado das máquinas. Escolas podem incluir a educação digital em suas grades, orientando os jovens sobre o uso consciente das ferramentas tecnológicas. Famílias também devem incentivar momentos de desconexão, priorizando atividades offline que fortaleçam o convívio social. Assim, é possível aproveitar os avanços tecnológicos sem se tornar dependente deles, garantindo uma relação mais saudável e sustentável com as máquinas.