Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 15/05/2025
De acordo com o cientista Albert Einstein, “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia.” Porém, no contexto atual do mundo, a sociedade, está cada vez mais conectada, e enfrenta o desafio de lidar com os impactos negativos do uso indiscriminado da tecnologia. Nesse sentido, essa problemática é agravada pelo design das plataformas e pela facilidade de acesso a informações.
Dessa forma, em primeiro plano, é preciso atentar sobre o fato de a tecnologia ser intrinsecamente viciante devido ao uso de recompensas de dopamina em seu design. Segundo a psicóloga Anna King, “todos nós somos dependentes digitais”. Diante disto, as redes sociais e os aplicativos de celular foram projetados para estimular a liberação de dopamina, criando uma busca constante por recompensa e gratificação. No entanto, o uso excessivo dessas tecnologias pode levar a um comportamento de busca de validação e comparação social constante, impactando negativamente a autoestima e bem-estar emocional. Isso contribui para um comportamento viciante, que pode levar desde isolamento social a depressão.
Além disso, a democratização ao acesso à informação é um fator agravante no que tange o problema. Para Michel Foucault, “Édipo não se cegou por culpa, mas por excesso de informação”. Essa conjuntura, pode ser observada pela forma que o fácil acesso à informação, embora seja uma conquista da era digital, também tem promovido uma sobrecarga cognitiva nos indivíduos, que passam horas conectados tentando acompanhar o fluxo constante de dados. Isso, pode acarretar a transtorno de sono, problemas posturais e a síndrome do olho seco. Logo, é evidente que a facilidade ao acesso, quando não administrada de forma consciente, contribui significativamente para o aprofundamento de problemas físicos e psicológicos.
Portanto, é necessário que essa situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover apoio psicológico e financeiro às cuidadoras, por meio do Ministério da Educação e da Saúde, deve promover programas de educação digital nas escolas e realizar campanhas de conscientização nas mídias, com o objetivo de conscientizar sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia e estimular um uso mais equilibrado.