Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

O modo como a sociedade utiliza a tecnologia para trabalhar, se comunicar e consumir informações mudou profundamente depois da Revolução Tecnológica. Contudo, o uso excessivo das ferramentas digitais tem criado um problema enorme: o aumento da dependência das máquinas. Diante desse assunto, é importante comentar e discutir até que ponto esse vício da tecnologia pode ameaçar a capacidade humana e até as relações sociais.

Em princípio, é notável que o vício em aparelhos eletrônicos está diretamente associado a alterações de comportamentos significativos. O uso excessivo de aparelhos celulares, redes sociais e jogos online está causando um grande ciclo de dependência emocional, o qual pode ser comparado ao de substâncias químicas. A compulsão por tecnologia pode ser considerada um transtorno, visto que afeta o psicológico, o bem-estar emocional e o rendimento acadêmico e profissional de milhares de pessoas, afetando ainda mais os adolescentes, segundo a Associação Americana de Psiquiatria.

No entanto, é inegável que o uso da tecnologia também promove avanços muito importantes das áreas da saúde, educação e da comunicação. O problema, portanto, não está na ferramenta utilizada em si, mas sim na forma que ela está sendo usada. O uso sem medida, sem orientação e sem limites, transforma um recurso positivo em um fator de dependência emocional. Um exemplo é o uso da tecnologia nas escolas, caso não fosse o uso desnecessário que os alunos fazem durante as aulas, seria uma ótima ferramenta de aprendizagem e estudos.

Consequentemente, medidas e limites são necessários para enfrentar esse desafio que é a dependência emocional. É de extrema importância as escolas introduzirem a educação digital, a fim de preparar os jovens para um uso consciente e equilibrado da tecnologia que temos ao nosso dispor. O Estado deve incentivar políticas públicas ou palestras voltadas à saúde mental e à redução do tempo excessivo das telas. Somente assim será possível conviver com as máquinas sem nos tornarmos escravos delas.