Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Na atualidade, marcada pelo avanço exponencial das tecnologias digitais, dispositivos como redes sociais tornaram-se inseparáveis do cotidiano. Apesar dos inúmeros benefícios, o uso excessivo dessas ferramentas tem levantado questionamentos sobre a crescente dependência humana em relação às máquinas. Essa realidade configura o chamado vício em tecnologia, problema que compromete a saúde mental e os vínculos sociais, exigindo, portanto, intervenções urgentes.
Sob a ótica individual, o uso abusivo de tecnologias pode desencadear transtornos como ansiedade e depressão, conforme apontam estudos da Universidade de Harvard, afirma que a hiper conectividade e o excesso de estímulos digitais geram uma sobrecarga emocional, refletindo uma sociedade adoecida pela própria modernização. Dessa forma, o vício digital revela-se não apenas um hábito, mas um sintoma estrutural do mundo contemporâneo.
Além disso, as relações sociais têm sido afetadas. A substituição do convívio presencial por interações virtuais gera vínculos frágeis e compromete a empatia. O filme Her, de Spike Jonze, ilustra esse cenário ao retratarem um homem que se apaixona por uma inteligência artificial, evidenciando o isolamento provocado pela tecnologia. Essa dependência progressiva ameaça valores humanos essenciais, como a convivência afetiva e o contato físico.
Diante disso, o Ministério da Educação, em parceria com o ministério da saúde, deve implementar um programa emocional, com a formação decente, companhias escolares e rodas de conversa com psicólogos. O objetivo é concientizar jovens sobre o uso saudável da tecnologia, promovendo espaços de escuta e práticas que incentivem o convívio presencial. Assim, será possível equilibrar invocação e humanidade na era digital.