Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Atualmente, no contexto social brasileiro, a internet é se tornou de fácil acesso para grande parte da população. Apesar dos diversos proveitos que tiramos a partir disso, também existem inumeros males que a internet pode gerar na vida das pessoas. Algo que retrata muito bem esses malefícios é o filme interativo “Black Mirror: Bandersnatch” (2018), criado por Charlie Brooker. Ele ilustra de forma perturbadora como a ilusão de escolha pode ser manipulada por sistemas digitais, revelando a perda do livre-arbítrio em um mundo hiperconectado.
Além disso, existe o vício em celulares e aparelhos tecnológicos, sendo um grande problema nos dias de hoje e podendo causar diversos prejuízos para as pessoas. Diante disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018, reconheceu o Transtorno de Uso de Internet (TUI) como um distúrbio mental, evidenciando que o comportamento compulsivo em relação ao uso de celulares e redes sociais pode gerar consequências sérias, como insônia, isolamento social e queda no desempenho acadêmico.Esse diagnóstico ressalta a urgência de discutir medidas preventivas para lidar com o vício em tecnologia, considerando que a dependência digital pode comprometer tanto a saúde mental quanto a qualidade de vida dos indivíduos.
Para combater o vício em dispositivos tecnológicos, é essencial que o Ministério da Saúde promova campanhas de conscientização sobre os riscos do uso excessivo de celulares, abordando temas como saúde mental e controle do tempo de tela. Além disso, o Ministério da Educação deve implementar programas de educação digital em escolas, incentivando o uso consciente da tecnologia. Por fim, as empresas de tecnologia precisam criar ferramentas que limitem o tempo de uso dos aplicativos, visando à redução da dependência digital.