Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

Durante o episódio “Urso Branco”, a instigante série Black Mirror alerta seus espectadores quanto ao poder da tecnologia em condená-los a “superficialização” da vida humana. Na trama, os aparelhos tecnológicos os tornam incapazes de se solidarizar ao sofrimento humano, e fazem das pessoas marionetes da inércia no que se refere aos relacionamentos interpessoais. Fora das telas, no Brasil, tornou-se uma realidade a utilização da tecnologia de forma prejudicial às liberdades individuais e à cidadania, criando a necessidade de medidas que resolvam a questão.

De acordo com Jo Ellan Dimitrius, na vida moderna, a deterioração tanto das relações quanto dos valores humanos é nítida. Essa citação pode ser citada no contexto hodierno dos brasileiros, momento no qual as relações interpessoais são depreciadas em vista dos vícios em recursos tecnológicos. Outrossim, a associação de tais recursos ao ambiente de trabalho dificulta o relacionamento familiar, pois, constantemente, os momentos de comunhão perdem crédito ante aos deveres profissionais.

Ademais, o Programa do Transporte do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP indicou que o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos, em especial o celular, pode se transformar em um transtorno psiquiátrico. Conhecido como nomofobia, tal distúrbio acarreta em dificuldades psicológicas, além de corroborar com a falta de relações sociais efetivas no cotidiano da nação. Por causa disso, torna-se evidente que, apesar de trazer facilidades e auxiliar em diversos aspectos do relacionamento humano, a utilização da tecnologia ainda falha em sua maior parte com relação ao seu nível de salubridade.Dessa forma, é essencial que o Estado promova campanhas de conscientização sobre o uso da tecnologia, enquanto escolas e cidadãos incentivem práticas saudáveis. Parcerias público-privadas também devem estimular a inclusão social e fortalecer os laços interpessoais.