Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Durante o auge da Guerra Fria, os Estados Unidos da América criaram a internet com o intuito de facilitar a comunicação entre os cientistas e comandantes. Embora essa ferramenta tenha sido criada para fins benéficos, muitos brasileiros a utilizam de forma excessiva e, por isso, encontram-se viciados. Tal fato pode ser explicado pela negligência familiar, somada a falta de concientização educacional.
Nessa perspectiva, é válido ressaltar que o discaso de alguns responsáveis em relação a utilização inadequada de tecnologia pelos seus descendentes pode causar várias consequências. Sob esse vies, o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições agem como “zumbis”, pois perderam a sua função social. Esse conceito tem relação com o atual cenário do país, onde as famílias, que são consideradas instituções, não tomam medidas com o objetivo de monitorar o uso excessivo de tecnologia dos menores de idade. Essa atitude pode acarretar na dependência constante de tecnologia e causar problemas à saúde, como ansiedade.
Além disso, a pouca concientização escolar é um dos motivos que levam ao aumento da dependência tecnologica. Criada em 1988, a Constituição Federal do Brasil estabelece que a educação e um direito fundamental e cabe ao Estado garanti-la a todos o cidadãos. Nesse sentido, na atualidade, essa legislação não tem sido seguida corretamente pelas instituições escolares, uma vez que há um descaso em relação ao direcionamento do uso correto de internet para com os alunos. Assim, conclui-se, pois, que a ferramenta criada durante a Guerra Fria não tem sido usada com consciência por todos os brasileiros.
Portanto, medidas que alterem esse cenário devem ser tomadas. A priori, a Mídia, amparada pelo Ministério da Saúde, deve, por meio de ficções engajadas - como filmes, novelas e séries-, expor os malefícios que o uso exacerbado de tecnologia pode causar aos adolescentes, com o objetivo de aumentar o monitoramento familiar. Concomitantemente, cabe ao Ministério da Educação, por meio da realização de projetos extracurriculares - com a participação de professores de todos os níveis de ensino-, realizar atividades de leitura como os alunos, com o objetivo de diminuir o contato desses com aparelhos técnicos. Assim, ao tomar tais medidas, a dependência tecnológica poderá ser minimizada.