Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

No livro “Jogos de Espelhos” do antropologo Everaldo Rocha afirma que a empatia do povo brasileiro se limita a um sentimento teórico; quase nunca se torna uma ação prática. A critica do autor é pertinente ao quadro social da dependencia tecnologica no mundo atual, um vez que as maquinas se tornaram presentes em nosso dia a dia. Nesse sentido, pode - se entender que essa situação é resultado do conformismo da população somado a insuficiência do Estado para combater o problema.

De ínicio, deve ser pontuada a postura de passividade dos cidadãos brasileiros em relação ao vício tecnologico atual. Acerca desse comportamento de indiferença das pessoas, o filosofo Leandro Karnal, em seu livro o “O inferno somos nós”, declara que mais perigoso que a humilhação, é o conformismo com ela. A lógica do pensador é verdadeira e pertinente ao cenário da dependencia tecnologica, pois, como o povo não reage com indignação e apelo contra o dominio das maquinas, a situação persiste e se agrava cada vez mais. Dessa forma diversos profissionais são obrigados a suportar o fato de serem dependentes nas maquinas tecnologicos atual.

Outrossim, é preciso tambem destacar que as ações governamentais não têm sido suficientes para combater o vicio em maquinas. Isso porque, as iniciativas em prática são paliativas, com caráter emergencial e têm como prioridade amenizar as consequências enfrentadas pela população. Afinal, como alertou o escritor Rubem Alves, em sua obra “Conversas sobre Políticas”, a administração pública, no Brasil, é amadora não conhece as raizes dos problemas sociais do país, por isso, não promove ações mais profundas.

Portanto, é necessário que as emissoras de televisão abordem com frequência a importância da independencia com relação a tecnologias atuais. Essa inicitiava pode ser por meio de depoimentos de especialistas de profissões tecnologicas, nos intervalos de programas de maior audiência, com a finalidade de incentivar os brasileiros a reagirem e serem atuantes no vício em maquinas.