Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
Na obra cinematográfica “Ela”, disponível na Amazon Prime Video, conta a história de um solitário escritor que se envolve profundamente com a Inteligência artificial. Analogamente, na realidade contemporânea, observa-se que a tecnologia tem ocupado um espaço cada vez maior nas relações humanas, ao ponto de, em muitos casos, substituí-las.Essa transformação nas interações sociais é impulsionada, sobretudo, pela manipulação midiática e pelo crescente isolamento social, o que evidencia um problema vigente.
Em primeiro plano, a manipulação midiática exerce um papel no afastamento das relações humanas, ao promover, silenciosamente, uma dependência excessiva das tecnologias. De acordo com o filósofo Guy Debord, na obra “A sociedade do espetáculo”, a sociedade moderna é controlada pela imagem, em que a vida real é substituída por representações da mídia transformado-nas em mercadoria e espetáculo. Assim, a mídia não apenas molda comportamentos, como também influencia diretamente a forma como os indivíduos constroem suas relações.
Em segundo plano, o crescente isolamento social também contribui para a substituição das relações humanas por vínculos com inteligências artificiais. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão crônica é considerada um dos principais males do século XXI. Nesse cenário, tecnologias interativas e assistentes virtuais passam a ser vistas como alternativas viáveis para suprir a carência afetiva, o que, embora ofereça conforto momentâneo, fragiliza o desenvolvimento de relações interpessoais reais e empáticas. Dessa forma, observa-se que essa problemática necessita-se de uma atenção maior e detalhada.
Depreende-se, portanto, que o Estado, por meio do Ministério da Educação, promova campanhas de conscientização nas escolas públicas e privadas, com o objetivo de estimular a valorização das relações humanas e o uso crítico da tecnologia. Tais ações podem ocorrer por meio de palestras, rodas de conversa e projetos pedagógicos que abordem temas como saúde emocional, empatia e o impacto das mídias na vida cotidiana. Além disso, é papel da mídia responsabilizar-se pelo conteúdo que veicula, priorizando a divulgação de mensagens que incentivem o convívio social real.