Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

Na obra cinematográfica “Wall-E”, o mundo, em uma sociedade tecnológica, se apropria de suas novas máquinas e, assim, torna-se um povo que não consegue mais viver sem elas, apesar de suas amplas vantagens em relação a conhecimentos mais acessíveis. Da mesma forma, na sociedade atual, é percebida a falta de sustentação da população se não possuir seus aparelhos celulares e outros dispositivos, tornando essas pessoas “viciadas” e distantes umas das outras, o que aumenta a preocupação com relação ao futuro do planeta, com indivíduos cada vez mais dependentes da tecnologia e afastados da sociedade.

Em um cenário cada vez mais digitalizado, a autonomia dos indivíduos tem sido afetada pela dependência excessiva da tecnologia. Segundo uma pesquisa realizada CeticBR, em 2023, mais de 92% dos brasileiros com acesso à internet usam o celular como principal meio de conexão, o que revela um padrão de uso contínuo e muitas vezes compulsivo. Essa realidade contribui para a substituição de funções cognitivas básicas pelas máquinas, como o armazenamento de informações, cálculos mentais e até a orientação espacial.

Além da perda de autonomia, a dependência tecnológica tem gerado consequências preocupantes no âmbito das relações humanas e da saúde mental.

Além disso, de acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2022, o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas no mundo, com mais de 9,3% da população afetada, e estudos indicam que o uso excessivo de redes sociais e dispositivos móveis está diretamente relacionado ao aumento desses transtornos. A substituição de interações presenciais por vínculos virtuais tem promovido o isolamento social, principalmente entre os jovens.

Em suma, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação, realizar a criação de campanhas nas escolas, faculdades e nas redes sociais, por meio de palestras com profissionais da área da psicologia, a fim de alertar a população sobre os riscos em que estão expostos ao se tornarem dependentes de um mundo digital. Assim, o país poderá se apropriar das vantagens dessa tecnologia, mas sem expor sua população aos seus riscos.