Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados” a frase do escritor Aldous Huxley revela uma dura realidade: ignorar um problema não o torna inex-istente. No cenário atual, marcado pelo avanço desenfreado da tecnologia, é evid-ente o crescimento de um fenômeno preocupante — a dependência digital. Em especial entre os jovens, o uso excessivo de smartphones, redes sociais e jogos eletrônicos tem provocado prejuízos significativos à saúde mental e à convivência social.

De acordo com especialistas, a chamada “dependência de tecnologia” manifesta-se quando o indivíduo não consegue controlar o uso de dispositivos digitais, o que pode gerar sintomas como ansiedade, depressão e isolamento. Estudos indicam que aproximadamente 5% dos jovens apresentam sinais dessa condição, sendo os meninos mais afetados pelos jogos online e as meninas pelas redes sociais. Além disso, transtornos como a nomofobia , o medo de ficar sem o celular, têm se tor-nado cada vez mais comuns, revelando a profundidade da ligação emocional com a tecnologia.

Entretanto, é importante reconhecer que a tecnologia, não é vilã. Quando usada com equilíbrio e orientação, pode ser uma grande aliada, no universo literário e da educação, como revelam os blogs literários voltados para o público jovem. A presença de influenciadores e resenhis-tas digitais tem aproximando adolescentes do universo dos livros, demonstrando que o uso consciente dos meios virtuais pode gerar efeitos positivos. Isso prova que o problema não está na tecnologia em si, mas no uso desmedido e na falta de preparo para lidar com ela.

Diante disso, é fundamental que a sociedade enfrente a realidade. A dependência digital existe e precisa ser combatida com informação, diálogo e ações preventivas. Políticas públicas voltadas à saúde mental, orientação familiar e escolar, são medidas essenciais. Afinal, como alertou Huxley, ignorar os fatos não os apaga, apenas retarda a solução de um problema que clama por atenção.