Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a parcela da população tende, de fato, a não reconhecer o Vício em tecnologiaS como um entrave recorrente e atual. Nesse panorama, vale enfatizar duas fontes para o problema: Dependência psicológica e social da tecnologia e perda da autonomia para as máquinas
Em primeiro lugar, nota-se como a Dependência psicológica e social da tecnologia persiste na hodierna nação verde-amarela, já que o uso excessivo e descontrolado da tecnologia tem gerado uma dependência psicológica preocupante. Na obra “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Entretanto, o vício em tecnologias, presente no cotidiano dos brasileiros, tende a ser uma comprovação dessa ausência de políticas públicas no país. Assim, com o caos e a falta de projetos atenuantes são intensificados, além de esse vício digital se transformar no que deveria ser uma ferramenta em um fator de alienação e isolamento social.
Ademais, é fundamental destacar a perda da autonomia para as máquinas como uma outra questão que fomenta o vicio das tecnologias na coletividade. De acordo com Karl Marx, a sociedade pode ser descrita como um fator educador do indivíduo, ou seja, o seu ser social como determinador da consciência -humana. Nessa perspectiva, ao compreender essa associação, bem como ao presenciar o hábito nocivo da tecnologia no país, nota-se que a permanência do impasse é justamente fruto desse ser social, que passou a negligenciar a realidade na qual está inserido, bem como risco real de perda da autonomia, já que as pessoas passam a depender dessas tecnologias para tomar decisões cotidianas, muitas vezes sem refletir criticamente sobre elas.
É inadmissível, portanto, que o vício em tecnologia siga comprometendo a autonomia dos indivíduos. A fim de promover o uso consciente, o governo, junto às escolas, deve investir em campanhas educativas. Essa ação se dará por meio de palestras e conteúdos nas redes, incentivando o equilíbrio digital. Assim, o individualismo deixará de ser um empecilho.