Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

O filme de comédia “Gente Grande”, aborda a diferença entre a infância vivida por gerações anteriores, marcada por contato direto e brincadeiras ao ar livre, e a infância contamporânea, muitas vezes dominada pelo uso excessivo de tecnologias. Consequentemente, revela-se uma dependência preocupante de dispositivos digitais até mesmo entre crianças. Desse modo, nota-se que muitas consequências oriundas da utilização descontrolada de aparelhos eletrônicos, como o comprometimento social, cognitivo e físico das novas gerações, começam a se manifestar desde cedo.

O uso exacerbado de tecnologias por crianças e adolescentes pode comprometer seu desenvolvimento físico e social. Segundo a médica Luiza Lessa, especialista em saúde mental, para a revista científica “Cureus”, a exposição prolongada de eletrônicos pode aumentar a ansiedade e o estresse, além de prejudicar o sono e o rendimento escolar. Ademais, de acordo com a neuropsicopedagoga Débora Virtuoso, em uma publicação no site “Portal Litoral Sul”, o excesso de telas pode gerar efeitos negativos na empatia e comunicação, dado que, sem interações presenciais, os jovens podem ter dificuldades emocionais e baixa tolerância à frustração devido à satisfação imediata promovida pelas telas.

Outrossim, a falta de limites saudáveis na utilização de equipamentos digitais também interfere na vida dos jovens. Em uma revista à “CARAS Brasil”, o endocrinologista Miguel Liberato afirmou que há uma relação entre o tempo de exposição a telas e o ganho de peso, pois o uso exacerbado de aparelhos tecnológicos diminui o tempo dedicado a atividades físicas e estimula o consumo de alimentos ultraprocessados. Além disso, em uma publicação do site “Hospital São Camilo”, o neuropediatra Paulo Plaggert destacou que também há implicações no desenvolvimento cognitivo, provocando atrasos na fala, por exemplo.

Nesse contexto, cabe ao Ministério da Saúde, junto à mídia, criar propagandas e campanhas divulgando os riscos que o excesso de tecnologia pode gerar, principalmente nas fases iniciais da vida, frisando o tempo recomendado, para que as novas gerações não sofram consequências profundas durante seu desenvolvimento. Assim, os impactos do vício em tecnologias serão mitigados.