Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros têm direito ao bem-estar físico, mental e social. No entanto, esta realidade está distante de sua plena concretização, uma vez que o vício em tecnologia tem se tornado um fenômeno preocupante, indicando uma crescente dependência das máquinas. Nesse sentido, é fundamental investigar as razões do entrave a partir da negligência estatal e da inerte ação social.
De início, é essencial entender que o poder público é responsável pela manutenção do entrave. Assim sendo, conforme a obra “O Cidadão de Papel”, do renomado jornalista e intelectual brasileiro Gilberto Dimenstein, os direitos são garantidos apenas na teoria, enquanto, na prática, a população mais vulnerável é negligenciada. Tal constatação se mostra coerente na realidade brasileira, uma vez que faltam políticas públicas voltadas à educação digital crítica e ao uso consciente da tecnologia, especialmente entre crianças e jovens, que crescem sem a devida orientação. Desse modo, é emergencial que o Estado promova ações eficazes no combate ao dilema.
Além disso, observa-se que a configuração de uma sociedade inerte também contribui para esse cenário preocupante. Nesse viés, segundo a filósofa Djamila Ribeiro, a população tem um enorme potencial de resolução dos problemas sociais quando age de forma coletiva. Porém, o que se observa é um ambiente em que muitos se distanciam e naturalizam o uso excessivo da tecnologia, tratando-o como algo inofensivo ou inevitável. Essa postura impede avanços significativos, pois reforça a dependência digital e reduz a mobilização para mudanças. Dessa forma, sem uma conscientização coletiva, pouco se alterará esse quadro.
Portanto, comprova-se que o vício em tecnologia e a consequente dependência das máquinas é um grande desafio à sociedade brasileira. Assim, cabe ao Poder Executivo implementar campanhas educacionais sobre o uso consciente da tecnologia, por meio dos ministérios competentes, a fim de reduzir a dependência digital. Ademais, a sociedade civil organizada deve promover debates e ações de conscientização para incentivar o uso equilibrado das ferramentas tecnológicas. Desse modo, é emergencial que o Estado promova ações no combate ao dilema.