Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
Em um dos episódios da série Black Mirror, uma mulher tenta reviver o namorado morto por meio de uma inteligência artificial, mostrando como as pessoas podem se apegar emocionalmente à tecnologia. Apesar de ser uma ficção, o seriado se assemelha à vida real ao representar uma questão relevante, mostrando que as pessoas estão cada vez mais dependentes das máquinas e, muitas vezes, desenvolvem sem perceber, um verdadeiro vício. No Brasil, esse problema atinge diferentes faixas etárias e provoca impactos significativos tanto nas relações sociais quanto na saúde mental.
Em primeiro plano, destaca-se o afastamento das relações sociais. Atualmente, é comum observar pessoas reunidas entre amigos mais concentradas no celular do que na própria conversa. Redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens ocupam espaço na rotina que as relações físicas acabam sendo deixadas de lado. Esse comportamento enfraquece os laços familiares, as amizades e até mesmo o desempenho escolar e profissional. Em vez de promover aproximação, a tecnologia tem contribuído para o aumento da solidão.
Outro ponto é o impacto na saúde mental. Muitas pessoas, em sua grande maioria adolescentes, sentem ansiedade ou até sintomas de abstinência quando ficam longe do celular. Além disso, a comparação constante com a “vida perfeita” que se vê nas redes sociais afeta a autoestima e gera frustração. Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam o crescimento de quadros de ansiedade e depressão associados ao tempo excessivo em telas, o que sinaliza uma crise silenciosa impulsionada pelo uso inconsciente da tecnologia.
Diante disso, é importante tomar iniciativas. O governo, por meio do Ministério da Educação, deve incluir nas instituições de ensino debates sobre o uso saudável da tecnologia, com projetos que incentivem a redução do tempo de tela. Para além, as empresas de tecnologia precisam ser estimuladas a criar ferramentas para monitorar esse uso de forma consciente. Desse modo, é possível aproveitar os benefícios da tecnologia sem que ela influencie negativamente a saúde e as relações humanas.